MADONNA REMIXERS UNITED PRESENTS: Raison D' Etre




MADONNA REMIXERS UNITED apresentam mais um projeto apaixonante e temático. Ouvir esses 3 albuns distintos lembrou-nos dos primeiros projetos do HOLIDAY SHARE, a coleção Forget Your Problems: Loving, Dancing and Relaxing.


O novo projeto é dividido em 3 cds, totalizando 39 novos remixes especialmente produzidos para essa coletânea que levou meses para ser concluída devido à complexidade da proposta. 

A coletânea é dividia em 3 albuns com 13 remixes em cada, Love, Freedom e Peace.


Os remixers são conhecidos e amamos, Lukesavant, Donny, Dubtronic, D'luxe, Idaho, Sartori entre muitos outros. Um projeto maravilhoso que inclusive será vendido em seu formato físico! A arte foi lindamente produzida por Roman Nurmemagi, Madonna em sua linda faceta morena.

Após muito ouvir, estamos apaixonados pelos remixes de Revolver, Human Nature, Imagine, American Life, Looking For Mercy e a ótima La Medellín Bonita; mash up incrível. 

I'd like to say thanks specially for Mary Hazel and Roman Nurmemagi, you´re awesome, we love to be part of this special crew.










AVE DIVA X!!!! por Anna Carvalho




AVE DIVA X!!!!


“Os ícones não envelhecem, o mundo precisa celebrar essa diva enquanto ela existe, porque nunca vai coexistir, nunca vai envelhecer.”
Por Anna Carvalho*

Quando o escritor argentino Mario Vargas Llosa editava a civilização do espetáculo para buscar entretenimento do olhar voyeur de olhos que buscam espetáculos no zapping entre guerras e o tônico capilar mais eficiente, ele não imaginava que o espetáculo pudesse admitir visões ou versões incríveis de uma certa mulher, ou ainda Gilles Lipovetsky com a sua essência cosmopolita gourmetizada. O hiperconsumo, nada seria capaz de atentar o que seja Madonna. Do alto de seus sessenta e um anos, num mundo globalizado, em tempo real, uma mulher ainda se reinventando,  se reeditando, sintetizando a sua vida no seu mais novo álbum, “Madame X”.

Venho de uma geração que consumiu Madonna, consumou Madonna em sua virgindade platônica e que nunca existiu de fato, como um ar que enebriava o ar livre ante ao formol de uma década perdida. O mundo de games da Guerra do Iraque, a apologia metafórica da guerra fria, da tauromaquia em “La isla bonita”, e/ou e “Take a bow” que transcrevia o amor por um toureiro numa arena espanhola.

A musa que já enlouqueceu multidões e o mundo com “Like a Prayer”, “Papa don’t preach”, “Like a virgin”, “Holiday”, “borderline”, “Die another day”, dentre essas, algumas que ficaram na minha mente como símbolo onipresente de prazer, memória, tesão, paixão por tudo pelo que Madonna inspirava, transpirava e expirava nas madrugadas febris e colchões do mundo que celebrava anacronismos, caretices, cafonices, mansidões, aliás, pergunto-me se o mundo mudou ou se não estava preparada para uma geração iconoclasta.

Estamos em 2019, ouvindo “Batuka” em que a religiosidade das mulheres africanas-portuguesas com suas palmas em ritual pagão sejam rememoradas de sua condição de misantropia, quase numa rebelião, num cenário avesso a adros, ou em “Medellín” ao lado de Maluma, onde ela se reedita com seu batom vermelho carne, o velho chicote vermelho numa aparição da velha Madonna dos idos de noveta. Aliás, Madonna não era dos ritos eclesiásticos, não era dos elementos platônicos, não era dos carmas, o espírito da musa era das carnes, das camas, das mesas do prazer febril, da apologia ao seu corpo, ao lado do som de sua voz e falsetes.


Aliás, sempre via no seu loiro platinado um pouco de Marilyn, um pouco da anarquia de Dalilas, de Anne Scott James, de Frida, de Luz Del Fuego, de Angela Davis, simplesmente de Madonna. Madonna sempre foi única entre muitas dessas mulheres que arrebentaram com condições, sacramentos ou ritualismos, mulheres a frente do seu tempo. O mundo do business  era chefiado por uma mulher sempre em contato com o sucesso, não é fácil se ter sucesso sempre, ser unânime, ter sessenta e um anos num mundo em que a juventude celebra a sua pouca anarquia, os prazeres da bichectomia.

Madonna ainda quebra tabus, mesmo que o mundo transija que uma mulher que faça sessenta e um anos não possa fazer mais sucesso e seja confinada na sua idade, não é possível se aperceber da força genuína de Madonna e da sua loucura declarada por Frida, do seu investimento intercultural, de Madonna ser um hipertexto, típico das quebras de protocolos que o mundo merece. Aliás, tenho uma tese de que mitos não envelheçam, nada de normal ícones estarem sob a pecha da idade, Madonna transcende, faz birra e aparece ainda sendo ela, com o chicote que reedita qualquer ritual mais pragmático de submissão devassa de sua estada com seu corpo, seu sexo, suas regras.

O mundo é anacrônico e Madonna sobrevive ao mundo relapso porque ela é definitiva, quando nos idos de oitenta ela celebrava uma noiva virginal que fazia sexo numa cama entre spots, luzes e delírios, ou quando um colecionador comprou seus lençóis de alcova com Sean Penn, ou quando, na cama com ela, a música soava como num espaço remoto numa transa aos olhos vistos com o som, deuses, deusas, ardis. Madonna fazia o seu ritual de estar sempre presente no mundo líquido com as libertinagens ou liquidezes inerentes aos seus rasgos.

No corpo de Madonna, não cabia selos, era errático, belo, o branco não era vrginal, o crucifixo não era por assim dizer, cristão; ela era da força selvagem da ira, da candura pueril de uma menina cândida, de tudo que não é legalista ou protocolar, os escândalos, as vielas, a maternidade e hoje a mulher que se embrenha entre causas idílicas com o global. Os ícones não envelhecem, o mundo precisa celebrar essa diva enquanto ela existe, porque nunca vai coexistir, nunca vai envelhecer.

As mulheres que hoje se arrebatam em correntes feministas com seus palanques feitos de textos, deveriam ser órfãs da forma de Madonna quando cantava idilicamente a força das meretrizes, do preto e branco, dos amores em ilhas, dos sons hispânicos tão sensuais e cânoros, da força camaleônica. Madonna usava seu corpo, suas regras com a moldura de spots em palcos quentes e carnívoros, quase num ritual de Bacantes, assim os mitos se criam. Quando essa bandeira nem bandeira era, ela era inédita, nova, icônica como as camisas oitocentistas de meninas de colégios de freira que as usava sob seus uniformes impublicáveis.



O mundo midiático paga pau para uma mulher de sessenta e um anos, obviamente com o tempo sob as suas regras, mas ela quebrando as armas do tempo em sua aparição sempre fresca jovem, transgressora, talvez por se espelhar em Florbela Espanca, Frida, em mulheres que foram a frente de seu tempo. Madonna é e sempre será e que o mundo não tenha a gafe póstuma de celebrar os que foram, Madonna é, será a forma definitiva da aparição do contraste, do diverso, da ironia das notas tímidas de especialistas que falam cirugicamente de seu novo álbum, que poucas músicas estejam sendo divulgadas, quase num castigo sumário do tempo. Mas que tempo? Tempos não servem aos deuses, as deusas, aos imperecíveis que sobrevivem impunes  à sua força.

Para sempre seja força que questione estados solenes, perversos, tempos, isolamentos, protocolos ou servidões. 
VIVA DIVA!!!




 * Anna Carvalho é escritora, blogueira, professora, jornalista e co-autora com Elenilson Nascimento em “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas” e “Clandestinos”, além de ter participado da premiada antologia “Contos Perversos” com o conto “Pretinho Básico”. Contato: carvalhoanna141@gmail.com 


The First Album DVD



Postagem super especial para encerrar a semana de comemoração aos 36 anos de The First Album. A página do HOLIDAY SHARE no Facebook revisitou nessa semana vários momentos da 1ª era de Madonna e para fechar a semana em grande estilo, HOLIDAY SHARE & Piranha apresentam esse grande lançamento.

The First Album DVD compila clips, entrevistas, comerciais e as primeiras performances de Madonna em sua grande estréia no mundo da música. O DVD é duplo e no encarte contêm todas as informações do grande conteúdo.

Esse trabalho foi realizado com muito esforço por Piranha e ficou maravilhoso, que ótima maneira de celebrar The First Album.

Thanks a lot Piranha

Senha / Password: piranha












A mãe do VIDEOCLIP


Madonna, a rainha do pop, literalmente fundou a MTV ao defender a gravação de videos que foi até meados dos 80s considerado por muitos artistas como algo desnecessário e até fútil, seu pensamento era "somos cantores, não atores". Desde o início Madonna foi contra a correnteza e sabia que a imagem cativa a mais do que apenas o som e lançou vídeo após vídeo,  um mais chamativo do que o outro, seja por seu cabelo, dança,  escândalo,  arte, direção, inovação, fotografia, tecnologia ou orçamento milionário. 

Madonna tem 3 dos vídeos mais caros da história: Express Yourself,  Bedtime Story e Die Another Day.  Grandes produções. 

Ray Of Light ganhos diversos prêmios. 

O surreal Bedtime Story é uma obra de arte exposta perpetuamente no Museu de Arte Moderna em NY. 

Madonna alavancou filmes através de videos de músicas que pertenciam à trilha sonora como Crazy For You, Indo The Groove, I'll Remember entre muitos outros.

Ela sempre chamou a atenção,  fãs veteranos sabem que há várias versões de alguns clips devido à censura, vídeos como Like A Virgin, Bad Girl, Girl Gone Wild são exemplos de videos que foram reeditados para algum lançamento. 

Madonna se inspirou em várias personalidades para seus vídeos, Marilyn Monroe, Boy George entre outros e seus vídeos são inspiração para muitos outros. Alguns são copiados praticamente tudo.

Dos bregas Everybody e Who's That Girl, aos censurados Justify My Love e Erotica,  passando pelos fortes como Like A Prayer e God Control e os toscos Bitch I'm Madonna e Jump, nunca a história do VIDEOCLIP seria tão importante sem a presença marcante e militante de Madonna.

Madame X é o seu novo álbum que nos apresentou novos vídeos com produção,  fotografia e performances impecáveis.

Madonna contribuiu plenamente para o sucesso da velha e boa MTV porém a nova MTV, que não vive mais de música nem de bom senso, esqueceram completamente da rainha em seu VMA, não notaram a obra visual que Madame X está apresentando. Uma emissora que devia se render a heranca de grandes artistas, hoje boicota, talvez pela idade a mulher que ajudou a projetá-la. Longa vida ao YouTube. O melhor prêmio para a mãe do vídeo clip que qualquer um pode dar é ver muitas vezes sua grande e incrível videografia.  

Equipe HOLIDAY SHARE

WORLD PREMIÈRE: Looking For Mercy (DUBTRONIC Teach Me To Love Remix)



Looking For Mercy superou qualquer expectativa que a equipe de HOLIDAY SHARE tinha. Pensávamos em uma música suave como Cherish ou Little Star  e o que ganhamos na versão deluxe de Madame X foi uma faixa forte, emocional e autobiográfica. 

Madonna demonstra fragilidade em suas palavras, pede empatia, diz que precisa sobreviver mas seus vocais trazem emoções fortes. Uma pérola em meio as demais faixa.

As emoções de Madonna são ampliadas em Looking For Mercy (DUBTRONIC Teach Me To Love Remix), o novíssimo e incrível remix de Dubtronic.

https://www.sendspace.com/pro/mdzwon

The In & Out Series: Bedtime Stories / Something To Remember


Final de semana chegando e que tal uma postagem romântica?

Madonna demonstrou seu lado clean e romântica nos maravilhosos albuns Bedtime Stories e Something To Remember e nesse album duplo, todas as músicas ganharam produção adicional para serem ainda melhores. 




The In & Out Series: Erotica


Erotica, o famoso album de 92 também ganha sua versão In & Out em um album duplo, todas as faixas do album mais as demos dessa era e 3 músicas que Madonna participou como backing vocal, a hiper chata Queen´s English, Just A Dream e Get Over.